Religiões falam muito sobre amor, mas sobrevivem do medo
Uma das coisas mais difíceis que precisei admitir na minha vida foi perceber que, durante muito tempo, minha relação com Deus foi construída em cima do medo. E isso é muito confuso quando você cresce ouvindo o tempo inteiro que Deus é amor. Porque se Deus é amor… por que eu sentia tanto medo? Hoje eu percebo que existe uma diferença muito grande entre espiritualidade e condicionamento religioso. E talvez uma das formas mais silenciosas de controle seja justamente fazer
Há quem prefira a prisão da certeza
Eu acho que uma das coisas que mais assustam o ser humano não é mudar de vida, mas perceber que tenha vivido baseado em ideias que nunca escolheu conscientemente. Porque pensar de verdade não é só formar opinião. Pensar desmonta estruturas internas. Desorganiza certezas. Obriga a pessoa a olhar para a própria vida e perguntar: “isso realmente faz sentido pra mim… ou eu só aprendi a repetir?” E pouca gente suporta esse tipo de pergunta. Na minha cabeça, quebrar crenças
A espiritualidade não deveria ser usada como prestadora de serviços materiais
Tem uma coisa na espiritualidade moderna que me incomoda profundamente: a forma como Deus, os espíritos, os santos ou qualquer outra expressão do sagrado foram transformados numa espécie de central de atendimento para desejos humanos. E quanto mais eu observo isso, mais eu percebo que o problema não está só na religião, está na forma como muitas pessoas se relacionam com a própria existência, porque existe um medo muito profundo da finitude da vida física. As pessoas têm muito medo
O castigo divino é uma das formas mais profundas de controle
Durante muito tempo da minha vida, minha relação com Deus foi baseada em medo. Não naquele medo infantil de filme de terror ou de achar que algo ia aparecer no escuro (porque esse medo eu tenho até hoje hahahaha) Era um medo muito mais silencioso, mais psicológico, mais difícil de perceber. Eu conversava com Deus como se eu fosse um súdito e ele um rei distante, intocável, alguém que eu não podia decepcionar de maneira nenhuma. E isso moldava completamente
Prefiro 1 amigo ateu que me respeite do que 10 religiosos orando pela minha salvação
Quando eu tinha 21 anos e me assumi como uma mulher cis lésbica — hoje me reconheço como uma pessoa transmasculina — uma das coisas que mais me marcou não foi um grito, uma expulsão ou um grande escândalo familiar (AINDA BEM) Mas foi algo silencioso. Minha mãe colocou uma oração debaixo do meu colchão. E isso pode parecer pequeno pra muita gente, até bonito dependendo da interpretação. Tem gente que provavelmente leria essa cena e pensaria: “que mãe preocupada”,
Quebrar crenças não é confortável
A viga mestra da quebra de crenças é o questionamento. E eu não estou falando de questionar por rebeldia, pra parecer inteligente ou desconstruídão. Estou falando daquele momento em que alguma coisa dentro de você simplesmente não consegue mais continuar sustentando uma ideia da mesma forma. As pessoas acham que a virada de chave da vida vem de acontecimentos externos: Um término, uma mudança de cidade, um trauma ou uma perda. Mas hoje eu vejo diferente. O ponto de mutação